sexta-feira, 30 de abril de 2010

Receita para uma noite mágica

Como Jorge Drexler, no creo 'en las recetas de la felicidad'. Entretanto, há certas noites em que parece que as estrelas brilham mais, que o ar está carregado de magia. Se nessas noites especiais, em volta da mesa se reúnem pessoas iluminadas, que riem juntas, tomam um bom vinho, leem poesias, a vida nos dá uma trégua e se fazem momentos inesquecíveis...
No fogão, o caldo verde, em preparação:

Para preparar o caldo verde, colocar em uma panela grande, 1 litro de água, 1 kg de batata descascada e picada, 1 paio, 1 cebola grande picada e, se gostar, 1 dente de alho. Cozinhar por cerca de 30 minutos. Quando a batata estiver cozida, reservar o paio e levar o caldo ao liquidificar para formar um purê bem fininho. Cortar bem fino um maço grande de couve. Fatiar o paio.

Colocar o purê de volta na panela e ferver. Quando levantar fervura, juntar a couve e o paio, mais ½ xícara de azeite. Salgar. Deixar ferver por mais cinco minutos. Não tampar a panela, para a couve manter a cor. Servir bem quente, com um fiozinho de azeite por cima.

Para petiscar, fomos de patê de queijo, olivada, caponata e queijo brie com geléia caseira de morango.

A mesa espera o prato principal, arroz de bacalhau e salada italiana.


Tirei fotos só dos antepastos. Depois, nos distraímos a ouvir Madredeus, beber vinho e ler Camões e Fernando Pessoa...

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

se tão contrário a si é o mesmo Amor?


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