sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pão de coco e segredos de família

"Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti-monotonia"
(Cazuza/Frejat, Todo amor que houver nessa vida)

A tigela na qual minha avó preparava seus quitutes atualmente está comigo. Geralmente decora a minha mesa de jantar. Menos quando faço pão: gosto de amassar e deixar crescer dentro desta tigela, o pão sempre dá certo.

Para fazer o pão de coco, primeiro amornei duas xícaras de leite com 50 gramas de manteiga e meia xícara de açúcar. Depois de morna a mistura, desliguei o fogo e juntei 2 ovos, misturando.
Na tigela, coloquei um quilo de farinha, misturei dois pacotinhos de fermento seco. Fiz uma cova no centro da farinha e fui despejando a mistura líquida, aquecida, mexendo com colher de pau. Juntei uma colher de chá de sal. Fui regulando ao mexer para dar ponto de sovar, no final fui colocando o líquido aos poucos (se for preciso, acrescente mais líquido ou mais farinha, até a massa se aglutinar, mas permanecendo macia).






Ao final, sovei a massa por alguns minutos até que desgrudou das mãos e da bacia. Untei a massa, virei na própria bacia.






Depois cobri com filme plástico e com um pano de cozinha e aguardei até dobrar de volume. Como estava bem frio, coloquei a bacia dentro do forno levemente aquecido e desligado, para estimular a levedação e o crescimento.
Uma hora depois, a massa descansou e mais do que dobrou de volume, ficando assim:



Neste ponto preparei o recheio, derretendo 150 gramas de manteiga, e separando uma xícara de açúcar e outra de coco ralado. Polvilhei a mesa com farinha, abri a massa com o rolo, até ficar com mais ou menos meio centímetro de espessura.

Passei a manteiga derretida, polvilhei açúcar e coco e enrolei como rocambole. Cortei em rodelas grossas e coloquei em uma forma redonda.






Deixei descansar mais 40 minutos, depois coloquei para assar em forno quente, até crescer e ficar bem fofinho, com a superfície douradinha.



Fiz a receita dupla, em três formas grandes, para levar para o lanche com os amigos.

3 comentários:

  1. Caramba, que pão lindo!
    Eu adorei a receita e adorei a vasilha da sua vó!
    =)
    Bjs

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  2. Esse pão fica folhado e fofo, por causa da manteiga dentro das camadas. DElícia mesmo. Fla, é verdade que a massa feita na tigela da Vó nunca falha!

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